Eles nos imitam …

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Acordei às quatro horas da manhã para levar um amigo ao aeroporto. Ainda meio inebriado pelo sono da madrugada, abri cuidadosamente a gaveta, para não acordar minha esposa, para pegar uma meia. Desci, apressadamente, peguei meu tênis e observei que tinha, dentro dele, uma meia. Sentei-me para calça-lo, e qual foi minha surpresa ao encontrar dentro dele uma pequena meia da minha netinha, de apenas um aninho. Meu Denguinho, como costumo chama-la, observou que o vovô sempre colocava a meia dentro do tênis e seguiu meus passos, fazendo o mesmo. Rir muito, naquela madrugada, ao ver aquela minúscula meia dentro do meu tênis.

Fiquei pensando na força do exemplo, e como nossos filhos e netos seguem nossos passos. A bíblia nos encoraja: “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” (Provérbios 22:6). Nossos filhos e netos levarão até a velhice aquilo que aprenderam conosco. Eis aí nossa grande responsabilidade. Nada é tão forte nesse processo de aprendizado, como o exemplo. Nossos filhos e netos replicarão em suas vidas, nosso caráter, valores, sentimentos nobres e tudo mais quanto verem em nós. A partir disso, eu me pergunto: como será a vida adulta de nossos filhos e netos? Nosso exemplo de vida responderá…     

O Caminho da Paternidade por Daniel César Costa

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 O Caminho da Paternidade Gênesis 22: 1 – 20 

A trajetória de Abraão e seu filho Isaque ao monte Moriá para o holocausto, certamente é uma das mais estranhas histórias das Escrituras, difícil à compreensão e razão humana. Se quisermos fugir a perplexidade do horror e drama humano que nos causa essa história, devemos mergulhar tão somente na tipologia teológica, tomando a narrativa que nos traz um pai sacrificando seu filho, assim como, tempos depois, Deus mandaria seu filho Jesus para se dar em sacrifício por nós na cruz. Mas isso não nega o fato de que do ponto de vista da narrativa crua a história é dramática, com implicações psicológicas e familiares profundas. 

O filósofo Kierkegaard era tão impressionado com essa história que dedicou uma de suas mais importantes obras filosóficas a esse episódio bíblico, no seu livro Temor e Tremor, onde avalia diferentes pontos de vistas dessa narrativa, sempre considerando a natureza da fé: E é fundamentalmente como paradoxo que a fé se revela e se constitui como caminho alternativo num mundo tão frio e lógico, porque a fé começa precisamente onde acaba a razão. Para ele Abraão não é um herói, não é um louco, não é um pai frio e indiferente que não amava seu filho, pelo contrário, é tão somente um homem de fé; grande porque luta com Deus e desarma Deus pela sua fraqueza; grande pela energia cuja força é a fraqueza de sua fé; grande pelo saber da fé cujo segredo é loucura aos olhos dos outros; grande pela esperança cuja forma abraçou o impossível; grande pelo amor que é ódio a si próprio contra o orgulho, mas obediência a Deus sem perder a ternura por seu filho. 

O meu ponto com essa história bíblica é o seguinte: Algumas vezes os pais precisam tomar decisões, fazer opções na vida onde os grandes prejudicados são os filhos. Em quase todas as nossas decisões como pais, está em jogo a vida de nossos filhos e, muitas vezes, nas opções que temos pela frente não dá para evitar que os filhos fiquem expostos. Há aqui na narrativa deste texto, um pai que sabe que o caminho que tem diante de si não é um caminho simples, nem fácil de ser percorrido e traduzido à compreensão do seu filho, que pode ser a maior vítima de sua trajetória. Então, como tomar estas decisões que lançam os nossos filhos no lugar da perplexidade e ainda assim construir um caminho saudável de paternidade ao lado deles? Esta é a minha questão com este texto. 

Muitas vezes as decisões que temos que tomar não facilitam o caminho de nossos filhos: a mudança de emprego, a mudança de cidade, por aperto financeiro, a mudança da escola que estão acostumados e adaptados. A perda drástica do padrão social, quer por enfermidade ou desemprego, impondo a necessidade de morar com alguém da família, a separação e a construção de um novo casamento, etc. Quase sempre em nossas escolhas estão implícitas duas possibilidades para os nossos filhos: vida ou morte. É sobre esse caminho de incerteza, de expectativa, de dor, de controvérsia na vivência familiar do caminho entre pais e filhos que eu escrevo. E, através da trajetória difícil de Abraão e Isaque, procuro desvendar o segredo da paternidade que se constrói saudável, mesmo em meio ao trauma, para oferecê-la como referencial à nossa própria paternidade. Que tipo de caminho Abraão construiu com seu filho que apesar de tudo marcou a vida de Isaque com uma presença paterna saudável? 

A primeira marca que quero destacar como saudável na presença paterna de Abraão na vida de seu filho Isaque é a espiritualidade como referência para um sentido maior na vida (Vs. 1-5). 

Abraão não sabia com precisão o que o esperava pelo caminho, muito menos Isaque o sabia, mas ambos só estavam nesse caminho porque Abraão ouviu a voz de Deus e obedeceu. Ou seja, a vida é mais que nascer, crescer, trabalhar, casar, juntar posses, envelhecer, morrer. Nenhuma dessas coisas oferecem sentido para vida além da banalidade do cotidiano. É na voz de Deus, seguindo esse som na alma que encontramos um significado maior para vida. Abraão e Isaque estavam fazendo um caminho, não era uma caminhada distraída no parque, era um caminho difícil, mas eles não estavam ali por acaso, por obra do destino, estavam ali por um propósito porque um homem ouviu a voz de Deus. Seja qual fosse a dor que Isaque teria que enfrentar, seu pai deixaria marcado em sua memória que há um Deus que define a direção da vida e, é isso que em meio a toda e qualquer circunstância nos oferece um senso de direção e objetividade na vida. Isaque, afinal, sabia que não estava ali por irresponsabilidade do seu pai, por um espírito aventureiro, havia um propósito nesta caminhada, uma direção que foi partilhada entre pai e filho. Abraão sabia para onde estava indo, por isso Isaque seguia seguro com ele. Filhos precisam saber que a vida tem uma direção certa por trás das opções feitas por seus pais. Pais sem direção, sem objetividade na vida geram filhos inseguros. 

A segunda marca saudável que eu quero destacar no modelo da paternidade desenvolvida por Abraão é a opção pela intimidade. Abraão realizou um caminho de intimidade e proximidade afetiva com Isaque (Vs. 5 e 6). O que eu gosto nesses dois versos é a insistente afirmação de que eles estavam juntos: “Caminhavam ambos juntos”. Abraão sabia que o caminho era difícil, que era um caminho de perplexidade, dúvidas, de dor, de angústias para ele e para seu filho Isaque. Caminho onde os dois teriam muitas perguntas sem respostas sobre a vida e sobre si mesmos, um caminho onde eles iriam se encontrar e se distanciar, se reconhecer e estranhar. Mas uma coisa Abraão deixou marcada na mente de seu filho, de que sendo qual fosse a perplexidade do caminho, mesmo que ele não tivesse resposta para as perguntas do filho, eles estariam sempre juntos, lado a lado, até o final. Não eram dois no caminho, eles eram um. Não há paternidade saudável na indiferença, no distanciamento. É a intimidade que constrói essa estrada. O que nossos filhos desejam não é que tenhamos todas as respostas para as suas indagações no caminho que escolhemos viver, mas, tão somente sentirem que estamos juntos, que eles cabem integralmente em nossa vida e que é um caminho construído de amizade e intimidade. Você tem feito um caminho de intimidade e proximidade com seus filhos pelas veredas da vida? 

Uma terceira marca saudável na paternidade de Abraão é a construção de um caminho de fé e esperança apesar das dificuldades (Vs. 7 e 8). Abraão estava, com certeza, fazendo a caminhada mais difícil de sua vida. Não era fácil para ele e nem para Isaque seu filho, mas o único que tinha real convicção dos riscos e da delicadeza do momento era ele, Abraão. Muitas deveriam ser as perguntas e os questionamentos em sua alma. E é aí que surge uma pergunta cortante e desconcertante de Isaque, daquele tipo de pergunta que os nossos filhos costumam fazer quando percebem que alguma coisa não vai bem: “Meu pai… eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?” Isaque não sabia o que estava se passando mas Abraão sabia. E apesar de toda a angústia de sua alma pela dificuldade do momento, aproveitou para deixar marcado na vida do seu filho, que qualquer dificuldade deveriam enfrentá-la sempre com fé e esperança, por que Deus é soberanamente capaz de prover os recursos necessários para a vida. E responde a Isaque: “Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto…”. Será que nós estamos ensinando aos nossos filhos a enfrentar a vida com o olhar da esperança e da fé? Os nossos filhos estão indo para a vida com essa voz, com essa possibilidade que ouviram de nossos lábios: “Deus proverá, meu filho!”? Ou tudo o que eles têm percebido olhando para nossa postura frente às dificuldades é o pessimismo e a desesperança? Os nossos filhos serão 

tão corajosos e audaciosos para a vida, quanto percebam em nós uma postura de coragem, fé e esperança para além das dificuldades. 

A quarta marca da paternidade de Abraão que quero destacar, é a construção de um caminho de amor mesmo em meio a dor (Vs. 9 a 14). Sabe o que é engraçado? É que por muitas vezes a dor é consequência do amor. Toda essa caminhada difícil, de perplexidade, só aconteceu porque Isaque era o único filho, o filho a quem Abraão amava, como diz o verso 2. Isaque não está ali por rejeição paterna, mas por amor. No amor sempre está embutido a dor, não temos como evitar, a dor a quem amamos, por mais que tentemos. E, por isso mesmo, muitos preferem a indiferença ao acolhimento e ao amor. Essa é a angustiante crise da paternidade: de que na vida, a única coisa que está em jogo e que temos a sacrificar nas nossas decisões é o que mais amamos – os nossos próprios filhos. Filhos só superam as perplexidades geradas por seus pais, quando acima de tudo em suas lembranças há uma afirmação do amor. E, isso se lhes tornará mais claro quando também forem pais. Isaque só saiu disso tudo saudável, apesar da cena que vivenciou com o seu pai, porque soube que estava ali por amor. Então, a única chance que temos de não deixar que essa possibilidade da dor futura, causada pela perplexidade que geramos com as nossas decisões e escolhas, adoeça a nossa paternidade na lembrança de nossos filhos é se a memória deles estiver marcada pela coragem com que vivemos o amor por eles. Os nossos filhos precisam saber que foi impotência, por fracasso pessoal que não conseguimos evitar que eles se machucassem por causa das nossas decisões e não por falta de amor. Por isso, a única coisa que tenho a dizer em defesa de mim mesmo aos meus filhos é perdão e que tudo que tentei foi por amor, mesmo que isto não tenha impedido que sofressem. Porém, creio num Deus que vai curar a memória dos meus filhos e que tem poder para salvá-los mesmo que seja de mim mesmo, como no monte Moriá o Senhor falou a Abraão: “Do céu lhe bradou o anjo do Senhor: Não estendas a mão sobre o rapaz…O Senhor proverá”. 

A quinta e última marca saudável da paternidade de Abraão que quero destacar é a construção de um caminho, que mesmo em meio às contradições, crê na bênção de Deus para a vida do seu filho (Vs. 15 à 19). Este texto faz uma afirmação na contra mão daquilo que se prega hoje em meio à igreja evangélica no Brasil: A de que nem toda dor e perplexidade representam maldição. Deus tem caminho na tempestade, na adversidade. Paradoxalmente, este caminho de muita perplexidade para Abraão e seu filho Isaque foi também o caminho da bênção. Estes últimos versos deixam claro que até o final Abraão estava ali não para sacrificar o seu filho, mas para buscar a benção de Deus sobre ele. Só se supera caminhos tão ambíguos e perturbadores ao lado de nossos filhos se de fato cremos que no fim de tudo Deus têm bênçãos para os nossos filhos: “… deveras te abençoarei e certamente multiplicarei a tua descendência…” (vs. 17). Abraão jamais admitiu perder seu filho naquele monte. Não foi buscar a morte e sim a benção para seu filho pois estava convicto que iria e voltaria com o rapaz, como afirma o verso 5. Amar ao Senhor acima de todas as coisas é sempre a melhor forma de abençoar definitivamente aos nossos filhos, mesmo que o caminho seja de dor. 

Espero que este texto tenha desafiado você a repensar o caminho de sua paternidade. Deus abençoe você e feliz dia dos pais. 

Social distancing? How about social selectivity?

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Of course, undoubtedly, of pandemic times such as the one we are facing with the covid-19, social distancing is inevitable, necessary and prudent, that’s it.

However, there is another kind of proximity that is just as or more harmful. I’m speaking about of the closeness with people who are so different from us that they bring us enormous emotional malaise. These are not good or bad people, right or wrong, they are simply very different from us. They are differences in the values ​​that guide life, family values ​​inherited from our parents, concepts of life, religious orientation, etc.

It is emotionally healthy to maintain a relative distancing from these people, before such differences generate enmities and bad feelings, such as resentments and grudges. Such selectivity will surely save us from emotional distress and stress, the primary cause of many psychosomatic illnesses and even the compromise of our immunity, which opens wide doors for diseases. We don’t need to break friendships, let alone create enmities. Just keep a safe distance that keeps you free from conflicts and wear and tear from the constant conflicts that such differences bring to you. It is absolutely natural that our closest friendships are people who have values, concepts and standards of living more in tune with ours. We don’t need to feel guilty about it. People very different from us, will always be frustrating our expectations about them. This is because we expect them to take actions and reactions that harmonize with our concepts, values ​​and behavioral patterns. And, of course, they will act and react according to the standards and concepts of life they have. The prophet Amos wisely warns: Do two walk together unless they have agreed to do so? (Amos 3: 3-NIV). In times of emotional epidemics such as stress and depression, choose the people you want to share your life journey with. Keep a safe distance from people who bring you discomfort and malaise. Your emotional health appreciates it. And, you will be happier and healthier.

Distanciamento Social? Que tal seletividade social?

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Claro, sem nenhuma sombra de dúvida. Em tempos de pandemia como a que estamos enfrentando com a covid 19, é inevitável, necessário e prudente o distanciamento social, e ponto final.

No entanto, há um outro tipo de proximidade tão ou mais maléfica. Falo da proximidade com pessoas que são tão diferentes de nós que nos trazem enormes mal-estar emocional. Não se trata de pessoas boas ou ruim, certas ou erradas, trata-se de pessoal simplesmente muito diferentes de nós. São diferenças nos valores que norteiam a vida, valores familiares herdados dos nossos pais, conceitos de vida, orientação religiosa, etc.

É saudável emocionalmente, um relativo distanciamento dessas pessoas, antes que tais diferenças gerem inimizades e maus sentimentos, como ressentimentos e rancores. Tal seletividade nos poupará, seguramente, de estresses e desgastes emocionais, causa primária de muitas doenças psicossomáticas e até mesmo o comprometimento de nossa imunidade, o que abre largas portas às enfermidades. Não precisamos romper amizades, muito menos criar inimizades. Basta guardar um distanciamento que te mantenha seguros e livres dos conflitos e desgastes dos constantes embates que tais diferenças te trazem. É absolutamente natural que nossas amizades mais próximas sejam pessoas que tenham valores, conceitos e padrões de vida mais afinados com os nossos. Não precisamos no sentir culpados por isso. Pessoas muito diferentes de nós, estarão sempre frustrando nossas expectativas a respeito delas. Isso, porque nos esperamos delas ações e reações que se harmonize com os nossos conceitos, valores e padrões comportamentais. E, obvio, elas agirão e reagirão de acordo com os padrões e conceitos de vida que elas têm. O profeta Amós sabiamente adverte: Duas pessoas andarão juntas se não estiverem de acordo? (Amós 3:3-NVI). Em tempo de epidemias emocionais como estresses e depressões, escolha bem as pessoas com quem você deseja compartilhar sua caminha. Mantenha uma distancia segura de pessoas que te trazem desconforto e mal-estar. Sua saúde emocional agradece e você será mais feliz e mais saudável.

¿Distanciamiento social? ¿Qué tal la selectividad social?

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Por supuesto, sin una sombra de duda. En tiempos de pandemia como la que enfrentamos con el covid-19, distanciamiento social es inevitable, necesario y prudente, y eso es todo.

Sin embargo, hay otro tipo de proximidad que es igual o más dañino. Hablo de estar cerca de personas que son tan diferentes a nosotros que nos traen un enorme malestar emocional. No se trata de personas buenas o malas, correctas o equivocadas, simplemente son personas muy diferentes de nosotros. Hay diferencias en los valores que guían la vida, los valores familiares heredados de nuestros padres, los conceptos de vida, la orientación religiosa, etc.

Es emocionalmente saludable, una distancia relativa de estas personas, antes de que tales diferencias generen enemistades y malos sentimientos, como resentimientos y rencores. Tal selectividad seguramente nos salvará de las tensiones emocionales y de los estreses, la causa principal de muchas enfermedades psicosomáticas e incluso el compromiso de nuestra inmunidad, que abre amplias puertas a las enfermedades. No necesitamos romper amistades, y mucho menos crear enemistades. Simplemente establecer una distancia que te mantenga seguros y libres de conflictos y desgaste por los constantes enfrentamientos que te traen tales diferencias. Es absolutamente natural que nuestras amistades más cercanas sean personas que tienen valores, conceptos y estándares de vida más en sintonía con los nuestros. No necesitamos sentirnos culpables por eso. Las personas muy diferentes a nosotros siempre frustrarán nuestras expectativas sobre ellos. Esto se debe a que esperamos que tomen acciones y reacciones que armonicen con nuestros conceptos, valores y patrones de comportamiento. Y, por supuesto, actuarán y reaccionarán de acuerdo con los estándares y conceptos de vida que tengan. El profeta Amós advierte sabiamente: ¿Pueden dos caminar juntos sin antes ponerse de acuerdo? (Amós 3: 3-NVI). En tiempos de epidemias emocionales como el estrés y la depresión, elija a las personas con las que desea compartir su viaje de la vida. Mantenga una distancia segura de las personas que le causan incomodidad y malestar. Tu salud emocional te lo agradecerá y serás más feliz y saludable.

Até logo – See you soon – Hasta luego

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dsc_0612-copy.jpgHoje foi o dia da despedida de minha querida irmã-mãe, Annabel. É dia de dizer a ela, até logo. Em breve nos reuniremos na casa do Pai, a vida passa rápido. As lacunas de minha querida mãe na minha infância, devida sua saúde debilitada, eram preenchidas por minha irma-mãe, Annabel. Sinto como que perdendo minha mãe, pela segunda vez. Não é fácil, mas a única expressão que me vem a mente é “obrigado, Senhor”. Ela viveu como uma mulher guerreira que tombou de pé. Lutou aguerridamente contra o câncer por anos à fio, desafiando todos os prognósticos da medicina. O câncer não a venceu, apenas chegou o dia dela descansar, retornando a Casa do Pai. Obrigado minha “mana velha”, pelo exemplo de vida, que você nos legou, até no momento da morte. Até logo. Em breve estaremos juntos na Casa do nosso Pai.

Today was the day of the farewell of my dear mother-sister, Annabel. It’s day to say to her, see you later. At soon, we will gather at Father’s house. The life goes over too fast. The gaps left of my dear mom in my childhood due to her poor health were filled by my sister-mother, Annabel. For that, I feel as losing my mother, for the second time. It’s not easy, but the only expression that comes to mind is “thank you Lord.” She lived as a woman warrior who fell on her feet. She fought fiercely against cancer for years, challenging every prognosis in medicine. The cancer did not beat her, just her resting day came, returning the Father’s Home. Thank you my “mana velha”, for the example of life that you have been bequeathed us, even at the time of death. See you soon. Very soon, we’ll be together at our Father’s Home.

Hoy fue el día de la despedida de mi querida madre-hermana, Annabel. Es día de decir a ella, hasta luego. Pronto nos reuniremos en la Casa del Padre. La vida pasa demasiado rápido. Los vacíos que dejó mi querida madre en mi infancia debido a su debilitada salud fueron llenados por mi hermana-madre, Annabel. Por eso, siento que pierdo a mi madre, por segunda vez. No es fácil, pero la única expresión que viene a la mente es “gracias Señor”. Ella vivió como una mujer guerrera que cayó de pie. Ella luchó ferozmente contra el cáncer durante años, desafiando cada pronóstico de la medicina. El cáncer no la venció, solo llegó su día de descanso, regresando a la Casa del Padre. Gracias mi “mana velha”, por el ejemplo de vida que nos han legado, incluso en el momento de la muerte. Te veo pronto. Muy pronto, estaremos juntos en la Casa de nuestro Padre.

Militância de ódio

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Uma das mais preciosas das liberdades, é a liberdade de expressão e opinião. Há um equivocado ditado popular que diz: “Futebol, politica e religião, não se discutem.” Eu digo equivocado, porque acredito que o problema não está nestes temas, mas na intransigente, intolerância e arrogância em pensar que a nossa verdade é a única verdade.

Tenho assistido com perplexidade e muita tristeza os embates políticos nas mídias sociais, no Brasil. Aliás, mídias que deveriam servir como ferramentas para amplificar amizades, tornaram-se armas deletérias, destruindo longas e velhas amizades.

Vejo pessoas que frequentemente postam opiniões agressivas, com adjetivações genéricas e ofensivas, sem a mínima preocupação de que elas alvejam seus amigos que estão num espectro politico oposto ao seu.

Isso que chamo “militância de ódio” agigantou-se enormemente com a derrocada da esquerda, nas ultimas eleição. Eu até relevo, quando vejo tais comportamentos em pessoas simples, que não tiveram oportunidade de receber uma melhor educação. No entanto, me assusta o numero de pessoas com uma boa formação acadêmica, chafurdadas nessa “militância de ódio”.

Vejo ainda que essa “militância de ódio” é alimentada muito mais pelas divergências no campo da ética, do que propriamente por considerações mais holística sobre a realidade do país. Para exemplificar: é bem sabido que o grupo político que assumiu a governança do país nas últimas eleições é de orientação conservadora nos costumes e liberal na economia. A mais ferrenha e aguerrida “militância de ódio” parte de grupos e pessoas mais liberais na ética. O “elenão”, capitaneado por artistas e pseudointelectuais, é uma interessante amostra desta minha constatação. Homossexuais, artistas e outros grupos com tendências mais liberais nos costumes, sentem-se acuados e desconfortáveis com uma nova orientação que se impõe no país. O mesmo desconforto, experimentou os brasileiros de orientação conservadora, durante os anos de governança esquerdista estatizante e liberal nos costumes, sob a qual o país esteve nas ultimas décadas. A diferença, no entanto, está nessa novidade da “militância de ódio” que eclodiu com a derrocada da esquerda, inconformada com a reação conservadora nos costumes e liberal na economia, nas últimas eleições.

O que me assusta ainda muito mais, é a gasolina que vem jorrando da boca do “Guru Mor” da esquerda, colocando mais lenha na fogueira, o que o país menos precisa nesse momento. Acobertado por um STF confuso e contraditório, que muda de direção ao sabor dos ventos de seus interesses pessoas, o “Guru Mor” atiça mais o fogo da “militância de ódio”. Fosse o Brasil uma frágil democracia, já teria sucumbido à “militância de ódio”, ensejando arroubos totalitários da truculenta direita militarizada. Que o Soberano Deus, que se diz ser brasileiro, olhe para Sua pátria.

Vida simples… vale a pena!

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simples assim

Final de ano é tempo de reflexão. Talvez você não tenha nem cabeça para isso, atolado em dívidas de cartão de crédito, cheque especial e prestações. Não é hora de apenas refletir, é hora de agir. Nós vivemos numa sociedade materialista, consumista, capitalista em que valemos o que temos. Essa mentalidade nos escraviza e mantém-nos constantemente focados naquilo que nos falta e não naquilo que nós temos. Aliás, focados naquilo que pensamos que nos falta. A mentalidade capitalista cria em nós, falsas necessidades. Vivemos sobe a égide despótica de ter apenas por ter. Ter para competir. Se as pessoas ao nosso redor têm, nós também “precisamos” ter. A maioria de nós escolhe viver como pobre no meio dos ricos. Escolhemos ter ao nosso redor, pessoas com maior poder aquisitivos do que nós e aí, fazemos das tripas o coração para manter nosso status diante delas. Viver uma vida simples, buscando ter apenas o essencial à vida, livre das pressões consumistas é o grande desafio para termos uma vida leve e sadia financeiramente. Livre-se da competição insana de desejar algo apenas porque as pessoas ao seu redor possuem. Na maioria das vezes, nossas escolhas são feitas comparativamente: o que as pessoas ao meu redor têm, eu “preciso” ter. É uma absoluta insanidade viver escravizados por essa mentalidade. Liberte-se, você é você por Deus te fez assim. Você não é o que você tem. Você é o que você é; seu jeito, seus sentimentos, suas virtudes e seus defeitos. Lembre-se, você não é o que você possui. Invista sua energia e seus recursos nos seus sentimentos, caráter e maneira de ser. É muito mais sensato viver assim. O Mestre dos mestres nos legou esse grande exemplo de vida. Enquanto o mundo celebra Seu aniversário com banquetes e presentes finos, Ele, sendo o criador e mantenedor do Universo, escolheu viver entre nós de forma simples e sem ostentação. Aos que queriam segui-Lo, Ele advertiu: “As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm seus ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça” (Lucas 9:58). Seja um seguidor de Jesus. Simplifique. Viva livre, leve e solto. A vida é curta demais para vive-la sob a pressão de “ser aquilo que os outros querem que sejamos”. Siga os passos do Mestre, Ele sabe das coisas. Bom Natal e um Ano Novo livre de dívidas insanas.

Onde seria o inferno?

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Eu não sei bem o que seria, como seria, e muito mesmo onde seria o inferno. Aliás, não tenho nenhuma, absolutamente nenhuma curiosidade em saber. Muito se tem falado INFERNOsobre o inferno. Temos inúmeras teorias. Desde as mitológicas historias de nossos avós que nos ensinou o inferno como sendo o lugar onde o “Coisa-ruim” espera os malfeitores na porta de entrada com um tridente incandescente, até as “teorogias” dos Testemunhas de Jeová, que negam o sofrimento eterno, substituindo-o pelo aniquilamento final.

Nada me assusta mais sobre o inferno do que uma simples e incontestável verdade a respeito dele. O que me assusta não é o que possa lá existir, nem muito menos onde possa ser. O que me assusta não é a intensidade da dor que possa lá existir, muito menos quem possa ser o chefão da área, seja lá que nome se dá a Ele. O que me assusta não é se tem fogo, enxofre ou mesmo ranger de dentes. Nada disso me assusta mais do que o que lá não existe.

Meu maior desespero, minha maior angustia, meu maior medo é que lá é o lugar da ausência absoluta de Deus. A maior e mais agonizante dor do inferno é está destinado a viver longe de Deus, eternamente. Fomos criados por Deus e para Deus. Viver longe de Deus é viver sem vida, é viver uma morte eterna. O avant-première do inferno é aqui na terra para aqueles que vivem como se Deus não existisse. Assim também como o avant-printemps celestial é aqui na terra para aqueles que buscam viver perto de Deus. Isso faz todo sentido: … as suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá (Isaias 59:2). Pense nisso!

Where would be the hell?

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I’m not sure what would be hell, how might it look like, and much less, where would hell would be. In fact, I haven’t absolutely none curiosity in knowing about it. Too much has been said about the hell. We have countless theories about hell. Since the mythological hellhistories of our grandparents, who taught us as being a place where the Old Nick awaits the evildoers at the entrance door with an incandescent trident, until the theories of Jehovah’s Witnesses, who deny eternal suffering, replacing it by final annihilation. Nothing scares me more about hell than a simple and uncontested truth about it. What scares me is not what can exist there, much less where may be. What scares me is not the intensity of the pain that can exist there, much less who can be the Big Boss, whatever the name that we can call him. What scares me is not if there is fire, sulfur or even grinding of teeth. None of this frightens me more than what does not exist there.

My greatest despair, my greatest anguish, my greatest fear is that there, it is the place of the absolute absence of God. The greatest and most agonizing pain of hell is to live far from God, eternally. We were created by God and to Him. To live far from God is to live without life, it’s to live an eternal death. The avant-première of hell is here, on earth, for those who live as if God did not exist. So also, the heavenly avant-printemps is here, on earth, for those who seek to live close to God. This makes perfect sense: … your iniquities have separated you from your God; your sins have hidden his face from you, so that he will not hear. (Isaiah 59: 2). Think about it!