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Minha vida estava um loucura. Meu ativismo chegou a tal ponto, que algumas vezes ia em casa apenas para trocar a mala de roupa, e viajar novamente. Quando estava em casa, saía quando as crianças ainda estavam dormindo, e retornava quando eles já tinham ido para a cama. Por vezes, passava dias sem vê-los acordados. Eu era escravo de uma agenda louca e tirana.

Aline TheodoroNum desses dias cansativos e estressantes, eu já me preparava para ir embora mais cedo e minha secretaria me alertou: “Pastor o senhor ainda tem um atendimento hoje”. Voltei ao meu escritório, esperando a pessoa. Minutos depois minha princesinha Aline, que na época tinha 13 anos, entrou na minha sala e sentou-se na cadeira à minha frente. Olhei com carinho para ela e disse: Filhinha, papai ainda tem um atendimento. Espere lá fora que já vamos para casa. Ele olhou direto nos meus olhos, firme e determinada como sempre foi, disparou: “Pai, o seu atendimento é comigo. Já que meu pai não tem tempo pra mim, eu vim conversar com meu pastor.”

Não me lembro muito qual era o assunto, mas jamais esqueci a lição. Abracei Aline, e não consegui conter as lágrimas. A ousadia e personalidade forte e determinada de Aline me ensinou uma grande lição: nossos filhos precisam de nosso tempo, mas do que qualquer outra coisa. A vida passa rápido, e quando assustamos eles já são adultos, e os melhores momentos ficaram para trás. Que Deus nos abençoe!