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uber-taxiMeses atrás desembarquei no aeroporto Santos Dumont no Rio de Janeiro. Procurei um taxi para ir visitar minha irmã, que mora no Leblon. A fila para o taxi era quilométrica, demostrando aparentemente que a oferta era bem menor do que a procura. Procurei uma alternativa para fugir daquela cansativa espera, depois de quase 12 horas de voo. Encontrei um taxista encostado na porta de seu carro. Era muito bom pra ser verdade. Perguntei-lhe se estava livre e como resposta recebi apenas um “boa noite”. Insisti na pergunta e sua reação foi grosseira e estranha. Ele apenas interpelou-me: “Você não sabe dar boa noite?” Constrangido, respondi com um “boa noite” meio sem graça, diante da reação grosseira do taxista. Insisti na pergunta se ele estava livre. Veio então, como resposta, uma segunda pergunta: “Para onde você vai?”. Já sem paciência, respondi que aquilo não era importante para o momento e que eu queria apenas saber se ele estava livre. Nosso tenso diálogo terminou com sua sentença arrogante: “Eu não transporto passageiros sem educação”. Fiquei meio surpreso e sem entender direito. A explicação veio de um senhor que aparentemente trabalhava por ali por perto, e conhecia bem aquela prática: “Eles ficam aqui selecionando as corridas, eles não levam passageiros para corridas curtas e baratas”, explicou o senhor. Aí, caiu a ficha!

O imbróglio envolvendo taxistas, o aplicativo Uber e o poder público nas tentativas de regulamentação do aplicativo revela uma prática protecionista impregnada na mentalidade brasileira que compromete a concorrência, fator determinando para o desenvolvimento de melhor qualidade de serviços e produtos. Na economia de livre mercado a regra tem que ser, vence e prospera quem oferece o melhor serviço ou o melhor produto. Infelizmente, este protecionismo de mercado impregnado na mentalidade brasileira tem atravancado o desenvolvimento de bons serviços e bons produtos no país. É bom que tenhamos o aplicativo Uber e outras tantas, quanto possíveis, alternativas para este e outros serviços e produtos brasileiros. Além dessa mentalidade protecionista, as poucas concorrências em serviços e produtos que temos, ainda são comprometidas com a formação de carteis que controlam setores. Que venha o aplicativo Uber e todas as formas de concorrências para este e para outros serviços e produtos. Somente assim, com a forte competitividade de livre mercado teremos um país desenvolvido, onde o consumidor é respeitado e bem servido.