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Uma das mais preciosas das liberdades, é a liberdade de expressão e opinião. Há um equivocado ditado popular que diz: “Futebol, politica e religião, não se discutem.” Eu digo equivocado, porque acredito que o problema não está nestes temas, mas na intransigente, intolerância e arrogância em pensar que a nossa verdade é a única verdade.

Tenho assistido com perplexidade e muita tristeza os embates políticos nas mídias sociais, no Brasil. Aliás, mídias que deveriam servir como ferramentas para amplificar amizades, tornaram-se armas deletérias, destruindo longas e velhas amizades.

Vejo pessoas que frequentemente postam opiniões agressivas, com adjetivações genéricas e ofensivas, sem a mínima preocupação de que elas alvejam seus amigos que estão num espectro politico oposto ao seu.

Isso que chamo “militância de ódio” agigantou-se enormemente com a derrocada da esquerda, nas ultimas eleição. Eu até relevo, quando vejo tais comportamentos em pessoas simples, que não tiveram oportunidade de receber uma melhor educação. No entanto, me assusta o numero de pessoas com uma boa formação acadêmica, chafurdadas nessa “militância de ódio”.

Vejo ainda que essa “militância de ódio” é alimentada muito mais pelas divergências no campo da ética, do que propriamente por considerações mais holística sobre a realidade do país. Para exemplificar: é bem sabido que o grupo político que assumiu a governança do país nas últimas eleições é de orientação conservadora nos costumes e liberal na economia. A mais ferrenha e aguerrida “militância de ódio” parte de grupos e pessoas mais liberais na ética. O “elenão”, capitaneado por artistas e pseudointelectuais, é uma interessante amostra desta minha constatação. Homossexuais, artistas e outros grupos com tendências mais liberais nos costumes, sentem-se acuados e desconfortáveis com uma nova orientação que se impõe no país. O mesmo desconforto, experimentou os brasileiros de orientação conservadora, durante os anos de governança esquerdista estatizante e liberal nos costumes, sob a qual o país esteve nas ultimas décadas. A diferença, no entanto, está nessa novidade da “militância de ódio” que eclodiu com a derrocada da esquerda, inconformada com a reação conservadora nos costumes e liberal na economia, nas últimas eleições.

O que me assusta ainda muito mais, é a gasolina que vem jorrando da boca do “Guru Mor” da esquerda, colocando mais lenha na fogueira, o que o país menos precisa nesse momento. Acobertado por um STF confuso e contraditório, que muda de direção ao sabor dos ventos de seus interesses pessoas, o “Guru Mor” atiça mais o fogo da “militância de ódio”. Fosse o Brasil uma frágil democracia, já teria sucumbido à “militância de ódio”, ensejando arroubos totalitários da truculenta direita militarizada. Que o Soberano Deus, que se diz ser brasileiro, olhe para Sua pátria.