Eles precisam de nosso tempo, mais do que qualquer outra coisa….

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Minha vida estava um loucura. Meu ativismo chegou a tal ponto, que algumas vezes ia em casa apenas para trocar a mala de roupa, e viajar novamente. Quando estava em casa, saía quando as crianças ainda estavam dormindo, e retornava quando eles já tinham ido para a cama. Por vezes, passava dias sem vê-los acordados. Eu era escravo de uma agenda louca e tirana.

Aline TheodoroNum desses dias cansativos e estressantes, eu já me preparava para ir embora mais cedo e minha secretaria me alertou: “Pastor o senhor ainda tem um atendimento hoje”. Voltei ao meu escritório, esperando a pessoa. Minutos depois minha princesinha Aline, que na época tinha 13 anos, entrou na minha sala e sentou-se na cadeira à minha frente. Olhei com carinho para ela e disse: Filhinha, papai ainda tem um atendimento. Espere lá fora que já vamos para casa. Ele olhou direto nos meus olhos, firme e determinada como sempre foi, disparou: “Pai, o seu atendimento é comigo. Já que meu pai não tem tempo pra mim, eu vim conversar com meu pastor.”

Não me lembro muito qual era o assunto, mas jamais esqueci a lição. Abracei Aline, e não consegui conter as lágrimas. A ousadia e personalidade forte e determinada de Aline me ensinou uma grande lição: nossos filhos precisam de nosso tempo, mas do que qualquer outra coisa. A vida passa rápido, e quando assustamos eles já são adultos, e os melhores momentos ficaram para trás. Que Deus nos abençoe!

Eles nascem sabendo o quanto isto é precioso…

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isto é preciosoEra um tempo difícil. Eu e minha esposa aceitamos o chamado do Senhor para nos dedicamos ao ministério, servindo a Deus onde quer que Ele nos chamasse. Nos mudamos, e fomos para o Seminário Presbiteriano de Campinas, nos preparar para servirmos ao Senhor. Nosso sustento se resumia a uma pequena ajuda que nossa igreja podia nos enviar, uma pequena remuneração que recebíamos da Congregação onde nos dedicávamos aos finais de semana, e a ajuda de generosos irmãos, dentre eles, o casal Santini que adotou-nos como filhos, a quem aprendemos amar como nossos próprios pais.

Karine TheodoroNossa primeira princesinha, a Karine, já havia nascido, nossa segunda princesinha, a Aline, estava a caminho. As dificuldades financeiras eram desafiantes. Nesta efervescência de mudanças, Karine adoeceu seriamente a ponto de pensarmos que perderíamos nossa princesinha. Foram meses de choro e oração intensa. Por fim, por uma graça divina, encontramos a Dra. Rose, um anjo de Deus que cuidou de Karine com amor de mãe. Recuperada, como se nunca tivesse estado doente, Karine tornou-se uma criança ativa e serelepe como qualquer outra criança, e queria muito ganhar uma bicicleta. Nossa situação financeira não permitia tal extravagância. Por fim, dias antes de completar seus três aninhos, a avó materna nos enviou um dinheiro para comprar a tão desejada bicicleta. Ansioso, peguei um ônibus e fui compra-la. Findei por trazê-la mesmo no ônibus com muita dificuldade, tal era minha ansiedade de ver seus olhinhos brilharem de alegria. Coloquei a caixa no meio da sala e chamei Karine, que brincava com seus amiguinhos na campo de futebol do Seminário. Mostrei-lhe a caixa e disse que ali estava o presente da vovó çãozinha, como ela assim a chamava. Para minha frustração, ela abriu a caixa, olhou rapidamente e exclamou: “Ah, é uma bicicleta”. Rapidamente, e sem maiores cerimônias, retornou para brincar com seus amiguinhos.

Dias depois, cheguei para almoçar, cansado das madrugadas de estudos. Almocei, e deitei-me para descansar os parcos 30 minutos que tinha, antes das aulas da tarde. Karine pulou na cama e com os olhinhos brilhando de alegria me convidou euforicamente: “Pai, vamos brincar de pular na cama?” Era sua brincadeira favorita. Tentei em vão, convence-la de que eu estava muito cansado e que brincaria outra hora. Sua insistência me fez esquecer o cansaço e concordei, sob a condição de ser 10 minutos de brincadeira e 20 de descanso. Seus olhinhos brilharam como estrelas do céu, sua alegria era incontida, e sua felicidade contagiante.

Brincamos, e retornei à sala de aula pensando naquele singular momento de alegria. Minha mente vagava entre as duas cenas: a da bicicleta e os pulos na cama. Descobri naquela tarde, que graças a Deus, minha filha ainda não havia aprendido com os perversos adultos o valor de coisas, mas permanecia com suas convicções infantis com as quais nascemos, com a verdadeira percepção do que realmente é preciso. Por isso o Mestre nos ensinou: “[Jesus] chamando uma criança, colocou-a no meio deles, e disse: “Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus.”[1]. Que façamos renascer todos os dias, a criança latente que temos dentro de nós. Que Deus nos abençoe!

[1] Evangelho de Mateus 18:2,3 (NVI)

Pessoas bem sucedidas e a “teachability”

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Hoje pela manhã acordei pensando numa possibilidade impossível, desculpem-me o trocadilho. Não me considero uma pessoa mal sucedida na vida. Considerando o ponto de partida de minha vida e onde cheguei até agora, sou muito grato a Deus pelas minhas conquistas. Muitas delas, absolutamente impensáveis para um menino pobre, nascido na zona rural de Mimoso do Sul, e décimo filho de um caminhoneiro que lutou herculeamente para criar sua prole. Por outro lado, tenho consciência de que poderia ser muito mais bem sucedido na vida, se aprendesse logo cedo o quanto a “teachability” pode nos tornar pessoas vitoriosas. Desculpem-me o anglicismo, mas parece-me que esta palavra não encontra uma correlata no nosso rico português, que possa expressar a força que elateachability tem inglês. Teachability é a capacidade que podemos desenvolver de ter vontade de aprender, ser dócil aos ensinamentos dos mestres, e estar sempre pronto e ávido a aprender. Esta habilidade é uma das mais importantes chaves para o sucesso.

A vida só nos permite viver uma única vez, cada situação. Heráclito, o pai da dialética, filósofo pré-socrático afirmou: “Um homem não entra duas vezes no mesmo rio”. Da segunda ou próximas vezes, será um outro homem e um outro rio. Nós vivemos um processo constante de mudanças e o mundo ao nosso redor é dinâmico, tudo muda constante e rapidamente. Estas duas variantes nos obrigam a estar sempre aprendendo, pois o que sabíamos ontem já não serve muito para hoje e muito menos para amanhã.

“Aquele que quer aprender gosta que lhe digam quando está errado; só o tolo não gosta de ser corrigido”.[1] Aprender, exige de nós certa disciplina e decisões intencionais.

Em primeiro lugar, precisamos estar abertos à possibilidade de estarmos errados. A arrogância daqueles que se acham sempre com a razão, embrutece o conhecimento e enrudece a mente. Nosso instinto humano sempre nos induz à fechar nossos ouvidos aos diferentes, e é exatamente na diferença de opiniões que aprendemos e crescemos. Os iguais não nos acrescentam nada ao que já temos. A diversidade é rica, e nos ensina.

Precisamos também, considerar com atenção os conselhos daqueles que já passaram pela estrada que nós estamos passando. A vida é uma longa estrada que não tem retorno, ela não nos permite pisar os mesmos lugares já pisados. Quantas vezes lamentamos “ah, se eu pudesse voltar atrás…” Lamentar jamais nos fará voltar atrás, mas há pessoas que já trilharam o caminho pelo qual estamos passando, e podem nos ensinar sobre suas curvas e perigos. A experiência é um precioso legado daqueles que estão à nossa frente na estrada da vida. Aprender com os mais velhos não nos custa nada, apenas requer de nós humildade e interesse.

Precisamos ainda reconhecer que todos tem o que nos ensinar, todo tempo temos algo a aprender e todo aprendizado é útil. Estes são os “todos” daqueles que são teachable. Aprendemos coisas importantes com pessoas com quem ninguém espera aprender. Por mais simples que alguém seja, sempre tem algo a ensinar. Algumas pessoas acham que já viveram muito e que sabem tudo. Ledo engano, vivemos e morremos aprendendo. Aprendi isso com uma saudoso amigo que já está com Jesus. Rev. Josué[2] entrou na minha classe, no primeiro dia do curso de Homilética que eu iria ministrar. Constrangido eu interpelei: “Reverendo o senhor deveria estar aqui ensinando.” Ele sabiamente respondeu: “Não, eu tenho muito que aprender, quem acha que sabe tudo não aprende nada. ”Todo aprendizado é útil, senão hoje, o será amanhã. Meu velho pai, em sua simplicidade dizia que tudo que aprendemos, um dia precisaremos.

Se os anos voltassem eu queria aprender mais; queria errar menos e chegar mais longe do que já cheguei. Eis ai o segredo de quem vai mais longe. Thomás Edison sintetizou assim: “Mostra-me um homem cem por cento satisfeito e eu mostrar-te-ei um fracassado.”

[1] Rei Salomão em Provérbios 12:1 (NTLH)

[2] Rev. Josué Jorge foi pastor emérito na Primeira Igreja Presbiteriana de Ponta Grossa.

The First Brazilian Migratory Movements to the United States

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Historian and writer James Truslow Adams in 1931 in his book, The Epic of America, coined for the first time the term “American Dream,” defining it as follows: “The American Dream is that dream of a land in which life should be better and richer and fuller for everyone, with opportunity for each according to ability or achievement. It is a difficult dream for the European upper classes to interpret adequately, and too many of us ourselves have grown weary and mistrustful of it. It is not a dream of motor cars and high wages merely, but a dream of social order in which each man and each woman shall be able to attain to the fullest stature of which they are innately capable, and be recognized by others for what they are, regardless of the fortuitous circumstances of birth or position”.[1]

More than coin a phrase or create a dream, Adams realized and summarized in his work the feeling of the pilgrims, who left Europe in search of new horizons for their lives. Historian Jim Cullen finds in the Reformed convictions the fundamentals of the American Dream: “This faith in reform became the central legacy of American Protestantism and the cornerstone of what became the American Dream. Things—religious and otherwise—could be different. For the first generation of American Puritans, reform meant starting over, building a new society of believers for themselves and their children.”[2]

The Reformed convictions that the pilgrims brought with them fed this feeling of hope and a dream of a better future in the new land. The “American Dream” was not a cognizant reality in the life experience of the pilgrims, but it was a lived reality, even if unconscious. Adams became the spokesman of the “American Dream” by being able to verbalize such a feeling built into the lives of the first immigrants that arrived inNorth American soil. The victory of the Allies who promoted the hegemony of the United States, particularly in the western world, gave a global visibility to the American Dream. After the Allied victory, with the rise of the United States as the greatest world power, the American dream of equal opportunities became the major immigration attraction for many people, especially those under the control and influence of American imperialism. Brazil, as a prime target of interest for the United States, in Latin America, was strongly impacted. Beserra describes this phenomenon as follows: “I propose that Brazilian immigration to the United States be understood in terms of the ways American imperialist ideologies have penetrated Brazilian society. Grounded in American technological development, and in the position that te United States assumed in the international division of labor after World War II, American ideologies diffuse new standard of consumption and new ways of understanding life and happiness across the globe. This is so much the case that the dreams that brought and keep bringing Brazilians to the United States are particularly connected with the impossibility of accomplishing at home the ideals of material and cultural consumption promoted by the United States”.[3]

[1] James Truslow Adams, The Epic of America (1931; repr., New York: Simon Publications, 2001), 214.

[2] Jim Cullen, The American Dream: A Short History of an Idea That Shaped a Nation (Oxford University Press, 2004), 268-270, Kindle.

[3] Beserra, Brazilian Immigrants in the United States, 13.

Capitalism’s Effects upon the Brazilian Concept of Well-bein

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The concept of well-being in life has undergone a major paradigm shift in the postwar world. Especially in Brazil, industrialization was one of the factors responsible for rural depopulation and the consequent overcrowding of urban centers. The expansion of capitalism, and the American Empire as a reference, was the major factor in the industrial explosion of postwar Brazil. The industrial revolution of the late eighteenth century that began in Britain and in a few decades spread to Western Europe and the United States only arrived effectively in Brazil after World War II as a result of the influence of North American capitalism.

The Brazilian industrial revolution that happened in the second half of the twentieth century brought with it access to consumer goods never before possible to the population. However, these consumer goods were almost exclusively accessible to the urban population. This initiated a migratory movement from rural areas to major centers of development. In a way, this social transformation had its main cause in strengthening the capitalist system in Brazil because of U. S. influence. Beserra thus concludes about this migratory movement, “Since capitalist development has promoted the dislocation of large numbers of people from ‘periphery’ to ‘center,’ or from ‘backward’ to ‘modern’ areas, immigration has been seen as a highly positive phenomenon for the immigrants themselves and for their hometowns because it contributes to modernization at large.”[1]

With the growth of the Brazilian urban population, the influence of North American capitalist ideology became responsible for the new concept of well-being of life in the thinking of the Brazilian population. Hollywood movies, manufactured goods, comfort technology, and other byproducts of industrialization brought a new concept of life for Brazilians. The concept of personal well-being has become associated with the condition of the North American society.

The technological and industrial advancement that progressed after the Second World War did not meet the demand of the population growth in Brazilian urban centers. The large urban agglomerations have become ghettos of poverty, called “favelas” in Brazil. Thus the United States became the paradise of dreams to a large portion of the population, especially to young Brazilians. californiaThe strong appeal of cinematic glamor that Hollywood showed nurtured the dream of many people. The musical compositions of Nelson Motta[2] and Lulu Santos[3] translates the dream of Brazilian youth during the 1980s: “Garota, eu vou pra Califórnia. Viver a vida sobre as ondas. Vou ser artista de cinema. O meu destino é ser star.”[4] Interestingly, the word “star”[5] in the lyrics of the song is in English rather than Portuguese, reinforcing the ideological Americanization of the musical poem. Thus, the North American ideals of well-being, comfort, and materialism were imposed upon the postwar generation of the Western world.

[1] Beserra, Brazilian Immigrants in the United States, 11.

[2] Nelson Cândido Motta Jr. was born in São Paulo on October 29th, 1944. He is journalist, composer, writer, screenwriter, music producer, and Brazilian lyricist.

[3] Luiz Maurício Pragana dos Santos was born in Rio de Janeiro on May 4, 1953. Simply known as Lulu, he is singer, songwriter, and Brazilian guitarist.

[4] Nelson Motta and Lulu Santos, De Repente, Califórnia, Warner Music Group, August15, 1982. “Girl I’m going to California, living the life on the waves. I’ll be a movie star. My destiny is to be a star.”

[5] “Estrela” is the word in Portuguese for the word “star” in English. In the lyrics of the song, the word “star” is used intentionally instead “estrela” in Portuguese.

The American Ideal of the Postwar Era

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Although most military clashes of World War II had occurred in Europe, leaving a large trail of destruction, the great protagonist and leader of the Allies in World War II was the United States. The great influence the country already had on Latin America and the world before the war became stronger and more determined after the war with the Allied victory. North Americans sought, using the most varied means, to spread their ideal of freedom and prosperity, as well as their democratic values and the capitalist economic policy, especially expressed in the second sentence of the Declaration of Independence of theUnited States: “We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty and the pursuit of Happiness.” With the end of World War II and the beginning of the Cold War, foreign policy adopted by the U. S. government was to give financial support to capitalist countries, seeking to contain the expansion of Soviet socialism. The expansion plans of American imperialism included credit to capitalist countries, thus creating an anti-Soviet colonialism. The American economy imposed certain fear in the smaller countries, generating economic and political dependence, while also putting pressure on the Soviet Union.

Brazil was one of the Latin American countries that experienced the most U. S. influence. The similarities in the histories of both countries, and the great interest of the United States in Brazil as a strong candidate to political leadership in Latin America, created an environment conducive to this approach. Beserra comments on the fact that citizens of the United States have for many years referred to themselves as “Americans,” which in reality is a name that applies to all of those living in either North, South, or Central America. Yet, the intuitive designation of “Americans” for U. S. citizens indicates that they predicted U. S. hegemony on the continent. Beserra writes,

Brazil and the United States are the realizations of very different and historically opposed ideologies and ways of life. Whereas the United States was created as an overseas extension of a particular Anglo-Saxon dream, Brazil was created as an extension of Portuguese overseas projects. Taking in consideration size and history, including the experience of slavery, Brazil is among other Latin-American countries the one that most resembles the United States. However, it is not only because of a historical resemblance that the United States has become one of the most important references for Brazil. As a matter of fact, since the end of World War II the United States has become a reference for the world, and any comparison between the two countries must take this into consideration. The hegemony of the United States in the American hemisphere, however, precedes by far the period of World War II. Americans must have anticipated their dominion over the continent from when they intuitively started to designate themselves by the same adjective that refers to any citizen of the American Continent.[1]

The uncontested American hegemony transformed the continent into a big capitalist-democratic bloc. Despite some attempts of totalitarian governments, the United States, with the support of the Roman Catholic Church, dominant in the absolute majority of the Latin countries, always guaranteed the return to democracy. The Second Vatican Council, as the meeting became known, met on October 11, 1962, and the decisions made there led to radical changes regarding the direction the Church would take. Some of these decisions were extremely important for strengthening the capitalist democracy of the American ideals. Judt asserts that these decisions of Catholic Council were a significant support to the American ideals, mostly in Latin America: “The pronouncements of the Second Vatican Council made it clear that the Church was no longer frightened by change and challenge, was not an opponent of liberal democracy, mixed economies, modern science, rational thought and even secular politics. The first—very tentative—steps were taken towards reconciliation with other Christian denominations and there was some (not much) acknowledgement of the Church’s responsibility to discourage anti-Semitism by re-casting its longstanding account of Jewish responsibility for the death of Jesus. Above all, the Catholic Church could no longer be counted upon to support authoritarian regimes—quite the contrary: in Asia, Africa, and especially Latin America, it was at least as likely to be on the side of their opponents”.[2]

[1] Beserra, Brazilian Immigrants in the United States, 11.

[2] Tony Judt, Postwar: A History of Europe since 1945 (London: Penguin Publishing Group, 2005), 8773-8778, Kindle.

Resilience that overcomes the world!

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The life constantly exposes us to adverse environments and circumstances. The pressures and obstacles that life holds for us are inevitable and non-transferable. Like it or not, they will be before us, and we will have to face them. What differs the people is how they react to such adverse circumstances and environments. Resiliência_ENThe positive psychology, a branch of psychology that has developed in the last two decades, has worked this issue and developed the concept of “resilience”, defined as the ability of person to deal with problems, overcome obstacles and resist the pressure of adverse situations, shock, stress etc. Although this concept to be presented as a novelty within modern psychology, the Gospel of Jesus already showed very clearly this concept of well-being of life. Nobody, more than Jesus, taught and lived so intensely this concept of “resilience”. The apostle Paul as a follower of the teachings of Jesus after his conversion lived strong pressures and adversities. In his second letter to the Corinthians he describes some of the hardships that he lived: “Five times I received from the Jews the forty lashes minus one. Three times I was beaten with rods, once I was pelted with stones, three times I was shipwrecked, I spent a night and a day in the open sea, I have been constantly on the move. I have been in danger from rivers, in danger from bandits, in danger from my fellow Jews, in danger from Gentiles; in danger in the city, in danger in the country, in danger at sea; and in danger from false believers. I have labored and toiled and have often gone without sleep; I have known hunger and thirst and have often gone without food; I have been cold and naked. Besides everything else, I face daily the pressure of my concern for all the churches” (2 Corinthians 11:24-28, NIV). Paul could say with all authority that he knew in practice how was to live “resilience”. Despite too many adversities he concludes by writing the Romans: “No, in all these things we are more than conquerors through him who loved us” (Romans 8:37, NIV). And it was from prison that he wrote the letter to the Philippians, in which he reveals the secret of his victories. Paul was arrested. Weighed upon her head a death sentence. He was spending needs; perhaps even starving. Still, declares to be happy! What’s your secret? Where he found such strength and courage? Even in such circumstance he says: “I know what it is to be in need, and I know what it is to have plenty. I have learned the secret of being content in any and every situation, whether well fed or hungry, whether living in plenty or in want. I can do all this through him who gives me strength” (Philippians 4:12-13, NIV). Words of Paul reveal us that resilience has steps that need to be trodden by those who want to live “content in any and every situation.”

Firstly, this is a learning experience – I learned, says the apostle Paul. This learning involves three areas of life: To manage emotions, to dominate impulses and to analyze the environment.

Managing emotions – My wise father always reminded me that the heart was placed below the head, to remind us that it can not dominate our actions. The prophet Jeremiah says: “The heart is deceitful above all things and beyond cure. Who can understand it?” (Jeremiah 17:9, NIV). Knowing well your heart and to know how it reacts to different situations is a key to achieving a happy life under any circumstances.

Dominating impulses – Never take decisions while has too much dust, wait dust settles, said my wise old dad. Impulsive reactions always lead us to the most difficult paths yet. Paul, in Galatians 5:23, shows that self-control is fruits of the Spirit of God, in us. In a sense, all sin against God and against our neighbor is associated with lack of self-control.

Analyzing the environment – When we identify precisely the causes of problems and adversity in the environment, we can put ourselves in a safer place rather than remain at risk. Jesus constantly moved himself, considering the environment around Si. The apostle John said: “After this, Jesus went around in Galilee. He did not want to go about in Judea because the Jewish leaders there were looking for a way to kill him” (John 7:1, NIV). A good and thorough environmental analysis will give us a proper direction to follow in the face of adversity. Sometimes we need to step back; other times we need to seek another angle of approach. But this will only be possible with a careful consideration of the environment in which we live.

Secondly, it is an attitude – I live, the Apostle Paul explains. This attitude needs to be guided by three principles: empathy, optimism and connectivity.

Empathy – It is much easier when we put ourselves in others’ shoes, and we understand their reasons. Empathy is the ability to understand the emotional state of others (emotions and feelings) and thus somehow incorporate their emotions within us. In the wonderful Sermon on the Mount Jesus warns us: “So in everything, do to others what you would have them do to you, for this sums up the Law and the Prophet” (Matthew 7:12, NIV). Paul concludes: “…Rejoice with those who rejoice; mourn with those who mourn…(Romans 12:15, NIV).

Connectivity – The human being is a social being and in most cases the solutions of our adversity depends upon our ability to know how to use our network of relationships to solve them. Interdependence is a principle emphasized by Paul, when he compares the Church to the human body. It has several members with different functions, but all together for good to each other.

Optimism – Optimism cannot be a frivolous and inconsequential feeling. Optimism will only be effective and healthy when it is sustained in faith in Christ. So the Apostle Paul concludes: “I can do all this through him who gives me strength.” Our optimism needs to be founded upon right foundation: “Very truly I tell you, whoever believes in me will do the works I have been doing, and they will do even greater things than these, because I am going to the Father” (João14: 12, NIV). The Christian optimism is not a thoughtless euphoria and empty. The Christian optimism feeds confidence that things can be different and that the future can be better when we trust in God. The Christian optimism is born of faith in the One who can do anything and that nothing is impossible for Him.

As Christians, like any other human being, we will go through adversities in life: from hunger to abundance; from humiliation to honor; from scarcity to abundance. But we can learn and keep us serenity and in control of all situation. The level of our resilience will be proportional to the degree of communion we have with God through Christ Jesus.

The fullness of this learning is only possible as a result of a deep and intimate relationship with God our Creator and with Christ, our Lord. Thus God bless us!

Resiliência que vence o mundo!

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A vida nos expõe constantemente à ambientes e circunstâncias adversas. As pressões e obstáculos que a vida nos reserva são inevitáveis e intransferíveis. Querendo ou não, elas estarão diante de nós, e teremos que enfrenta-las. O que difere as pessoas são como elas reagem à tais ambientes e circunstâncias adversas. ResiliênciaA psicologia positiva, um ramo da psicologia que desenvolveu-se nas últimas duas décadas, tem trabalhado este tema e desenvolveu o conceito de “resiliência”, definido como a capacidade do indivíduo de lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas, choque, estresse etc. Embora este conceito seja apresentado como uma novidade dentro da psicologia moderna, o Evangelho de Jesus já apresentou com muito clareza este conceito de bem estar da vida. Ninguém, mas do que Jesus, viveu e ensinou tão intensamente este conceito da “resiliência”. O apóstolo Paulo, como seguidor dos ensinos de Jesus, após sua conversão viveu fortes pressões e adversidades. Em sua segunda carta aos Coríntios ele descreve um pouco das adversidades que viveu: “Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; Em viagens muitas vezes, em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos. Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez. Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas” (2 Coríntios 11:24-28). Paulo, podia dizer com toda autoridade que ele sabia, na prática, como é viver “resiliência”. A despeito de tantas adversidades ele conclui, escrevendo as Romanos: “Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou”. (Romanos 8:37). E, é da prisão que ele escreve a carta aos Filipenses, na qual ele nos revela o segredo de suas vitórias. Paulo estava preso. Pesava sobre sua cabeça uma sentença de morte. Estava passando necessidades; talvez, até fome. Ainda assim, declara estar contente! Qual o seu segredo? Onde ele encontra tamanha força e coragem? Ele mesmo afirma: Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece.” (Filipenses 4:12,13). As palavras de Paulo nos revela que resiliência tem passos que precisam ser trilhados por aqueles que querem viver “contentes em toda e qualquer situação”.

Em primeiro lugar, isto é um aprendizado – aprendi, afirma o apóstolo Paulo. Este aprendizado envolve três áreas da vida: administrar emoções, dominar impulsos e analisar o ambiente.

Administrar emoções – Meu sábio pai sempre me lembrava de que o coração foi posto abaixo da cabeça, para nos lembrar de que ele não pode dominar nossas ações. O profeta Jeremias diz: Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá conhecer? (Jeremias 17:9). Conhecer bem o nosso coração e saber como ele reage à diferentes situações é um fundamental para alcançarmos uma vida feliz em qualquer circunstância.

Dominar impulsos – Nunca tome decisões enquanto a poeira está alta, dizia meu sábio e velho pai. As reações impulsivas sempre nos levarão à caminhos mais difíceis ainda. Paulo em Gálatas 5:23 apresenta o domínio próprio com fruto do Espírito de Deus, em nós. Em certo sentido, todo pecado contra Deus e contra o nosso próximo está associado à ausência de domínio próprio.

Analisar o ambiente – Quando identificamos precisamente as causas dos problemas e das adversidades presentes no ambiente, podemos nos colocar em um lugar mais seguro ao invés de permanecermos em situação de risco. Jesus, constantemente se movia considerando o ambiente ao redor de Si. O apóstolo João disse: “Depois disto andava Jesus pela Galileia; pois não queria andar pela Judéia, porque os judeus procuravam matá-lo.” (João 7:1). Uma boa e criteriosa análise do ambiente nos dará uma correta direção para seguirmos diante das adversidades. Algumas vezes precisamos recuar; outra vezes precisamos buscar um outro ângulo de abordagem. Mas isso só será possível com uma criteriosa análise do ambiente no qual vivemos.

Em segundo lugar, é uma atitude – viver, explica o apóstolo Paulo. Esta atitude precisa ser orientada por três princípios: Empatia, conectividade e otimismo.

Empatia – Tudo fica bem mais fácil quando nos colocamos no lugar dos outros e entendemos suas razões. Empatia é a capacidade de compreender o estado emocional dos outros (emoções e sentimentos) e assim incorporar, de certa maneira em nós, suas emoções. No maravilhoso Sermão do Monte Jesus nos adverte: “tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lhe também vós, porque esta é a lei e os profetas” (Mateus 7:12). Paulo conclui: “…alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram.. (Romanos 12:15).

Conectividade – O ser humano é um ser social e a maioria das soluções das nossas adversidades depende da nossa capacidade de saber utilizar nossa rede de relacionamento para soluciona-las. A interdependência é um princípio enfatizado por Paulo, quando ele compara a Igreja ao corpo humano. Ele tem vários membros com funções diferentes, mas todos cooperam para o bem uns dos outros.

Otimismo – Otimismo não pode ser um sentimento leviano e inconsequente. O otimismo só será sadio e eficaz se sustentar-se na fé em Cristo. Por isso o apostolo Paulo conclui: “Tudo posso naquele que me fortalece”. Nosso otimismo preciso alicerçar-se no fundamento correto: “Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que crê em mim, esse também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas; porque eu vou para o Pai” ( João14:12). O otimismo cristão não é uma euforia vazia e leviana. O otimismo cristão alimenta a confiança de que as coisas podem ser diferentes e que o futuro pode ser melhor quando confiamos em Deus. O otimismo cristão nasce da fé Naquele que tudo pode e que nada lhe é impossível.

Como cristãos, como qualquer outro ser humano, nós passaremos por adversidades na vida, da fome à fartura; da humilhação à honra; da escassez à abundância. Mas é possível aprender a manter-nos em serenidade e no controle de toda e qualquer situação. O nível de nossa resiliência será proporcional ao grau de comunhão que mantemos com Deus, através de Cristo Jesus.

A plenitude deste aprendizado só será possível como resultado de uma íntima e profunda relação com Deus nosso Criador e Cristo nosso Senhor. Que assim Deus nos abençoe!

A Jamanta me ensina como fazer amigos

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Jamanta é o xodó da família. Nossa cadelinha que apesar de não ter completado ainda dois anos, faz jus ao nome. Grandona e meio desengonçada ela cativou toda a família e os amigos da famíliaDSC_0154. A princípio não foi assim tão bem recebida, e chegou na família por um acaso. O Asaph Muradas, amigo do meu genro, a encontrou exatamente numa movimentada highway, com apenas poucas semanas de idade. Sem onde ficar, acabou sendo “hospedada” na casa de meus filhos Aline e Celídio. Com poucas semanas cativou a todos com seu jeito todo especial. Não entendo muito de “psicologia” canina, muito menos sou especialista no assunto, mas Jamanta é um animal muito especial. Passei a observa-la e confesso que aprendi importantes lições de vida com ela. Ela possui uma especial facilidade de fazer amigos, quer no reino animal, quer nas relações humanas. Pode parecer jocoso, mas tenho uma “santa” inveja do seu jeito de ser. Pode rir, eu também me pego rindo de mim mesmo, quando isso me passa pela cabeça. Gostaria de ouvi-la sobre sua facilidade em fazer amigos. Na impossibilidade deste nível de comunicação, passei a aprender com seu exemplo. Eis aqui, algumas das minhas conclusões:

1) Ela é sinceramente interessadas nas pessoas e seres vivos ao seu redor – Não importa quem seja, ou o que possa oferece-la de vantagem, Jamanta gosta de estar perto das pessoas. Quando estou cortando a grama, suado, sujo e sem nada que lhe possa ser vantajoso, ali está ela, me acompanhando todo tempo. Ela parece gostar de estar junto das pessoas, apenas por estar, sem esperar recompensas. Claro, nenhum cachorro resiste ao um “treat” ou a uma comida cheirosa. Ela, sem cerimônia, demostra seu sincero interesse neles.

2) Persistente em fazer amigos – Feisty é a nossa pequena “chihuahua long hair” de 5 anos. Ela faz jus ao seu nome. Feisty em inglês significa “enérgica, corajosa, beligerante, pronta para permanecer e lutar”. Apesar de muito queridinha de todos nós, Feisty é meio rabugenta, ranzinza, e um pouco antissocial. Observo as duas e vejo o quão Jamanta é persistente em tentar conquistar a amizade de Feisty. Todas as vezes que ela se aproxima na tentativa de brincar e se divertir, a pequena Feisty rosna, prenunciando que não está muito aberta a amizade. À despeito disto, Jamanta não desiste. Depois de quase dois anos de convivência um tanto árida, ela persiste tentando construir laços de amizade com Feisty.

3) Um especial bom humor – Todos gostamos de estar perto e de ter amigos bem humorados. O bom humor cativa e atrai boas amizades. Nossa Jamanta parece estar sempre de bem com a vida. O seu longo rabo agitando-se anuncia sua alegria todo tempo. Diariamente sou eu que abro sua “casinha” pela manhã para ela sair e fazer suas “necessidades”. Seus primeiros movimentos do dia é dar uma boa espreguiçada, com o que parece estar dando bom dia para a vida. Cada dia parece ser o melhor dia da sua vida, sempre alegre e brincalhona ela revela seu constante e incomparável bom humor.

4) Simplicidade – Seus dois brinquedos prediletos é uma bola rasgada e um skate quebrado ao meio. Ela é capaz de passar horas e horas brincando com eles. Ela não precisa de muita coisa para ter seus momentos divertidos e felizes. As vezes tenho a impressão que ela é tão simples que chega a ser simplória. Não são raras as vezes que ela é carinhosamente adjetivada de “tonga”, por muitos dos “seus amigos”. Sua simplicidade é simplesmente cativante.

A vida é uma grande ironia. Vivemos cercados de sábios e entendidos que se desdobram nas vãs tentativas de conquistar amigos, enquanto isso, Jamanta em sua simplicidade, descobriu o segredo: tudo é muito mais simples do que parece. Por isso nos disse o Mestre: “Eu te louvo, Pai, Senhor dos céus e da terra, porque escondeste estas coisas dos sábios e cultos, e as revelaste aos simples” (Mateus 11:25). Que Deus nos abençoe

Jamanta teaches me how to make friends

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Jamanta[1] is the family’s darling. Our lovely dog, which despite not having yet two years, lives up to the name. Too big, and gangly she captivated the entire family and the family friends. At beginning she was not very welcome, and entered to family, by chance. A friend of my son-in-law found her exactly on a heavily trafficked highway, when she was just few weeks old. He had not where to leave her. So, my children Celídio e Aline hosted the little dog in their house, provisionally. In few weeks she captivated everyone with her very special way of being, becoming definetly part of the family.DSC_0154

I know nothing about dog psychology. I am not, much less expert in subjects of dogs. But I can see that Jamanta is a very special dog. I began to watch her, and I confess that I learned lessons of life very important, with her. She has a very special facility to make friends, whether with her fellows of especie, whether with humans. It may seem facetious, but sometimes I turn green with envy over her way of being. Are you laughing? I also catch myself laughing of myself, when these thoughts cross my mind. I would like to hear her, about ease in making friends. In the impossibility of hear her in this level of communication, I began to learn from her example. Here, some of my findings:

1) She is sincerely interested in people around you – regardless of who is, or what they can offer to her, Jamanta enjoys being around people. When I’m cutting the grass, sweaty, dirty, there she is, watching me and following me all the time. She seems to enjoy being with people, just for being with, without expecting rewards. Of course, no dog resists one “treat” or a good smell of food. She demonstrates your sincere desire for it, unceremoniously.

2) She is persistent in making friends – Feisty is our little “long hair chihuahua”, 5 years old. She lives up to her name. Feisty means “energetic, courageous, belligerent, ready to stand and fight.” Although much darling of all of us, She is of grumpy kind, and somewhat antisocial. Observing the two and I can notice how Jamanta is persistent in trying to get the friendship of Feisty. Every time she approaches in trying to play and have fun, the little Feisty growls, foreshadowing that is not very open to friendship. Even though, Jamanta do not give up. After of nearly two years somewhat arid friendship, she persists trying to build friendship bridges with Feisty.

3) A special good humor – We all like to be close, or to have good-humoured friends. Good humor captivates and attracts good friendships. Our lovely Jamanta always seems being at one with life. Her long tail shaking, announces her joy all the time. Her first movements of the day, when I open her house, is to stretch herself, with what seems to be giving good day for life. Each day seems to be the best day of her life. Always cheerful and playful she reveals her incomparable humor.

4) Simplicity – Her two favorite toys is a torn basketball ball and a broken skateboard in half. She is able to spend hours and hours playing with them. She does not need too much thing to have fun and happy times. Sometimes, I have the impression that she is so simple to the point of being simpleton. Quite often, she is affectionately called of “Tonga”[2], by many of her friends. Her simplicity is simply captivating.

Life is a great irony. We live surrounded by great wise and experts’ people that strive in vain attempts to get friends. Meanwhile, Jamanta discovered, in her simplicity, the great secret: everything is much simpler than it seems. As prayed the Master: “I praise you, Father, Lord of heaven and earth, because you have hidden these things from the wise and learned, and revealed them to little children” (Matthew 11:25 – NIV). God bless us, with such this too special simplicity!

            [1] Jamanta is the name of dog of my son-in-law’s. Her name means “juggernaut”, big and long truck, in Portuguese

            [2] “Tonga” – It is a female adjective in Portuguese that means dizzy, silly, foolishly, simpleton